Acessibilidade no Enem 2026: o que sua rede precisa saber

O Enem 2026 ampliou o que é considerado atendimento especializado, passando a reconhecer TDAH, fibromialgia, diabetes, ansiedade e TOC, com opção de acompanhante ou cão de apoio emocional.

07/08/2026

O Enem 2026 ampliou o que pode ser considerado atendimento especializado, a partir desta edição, o exame passou a reconhecer de forma mais clara condições que antes ficavam em uma zona cinzenta de solicitação, como TDAH, fibromialgia, diabetes e quadros de saúde mental, incluindo ansiedade e TOC. Para gestores, entender esse novo desenho é essencial para orientar famílias e estudantes com precisão, inclusive nos casos em que o prazo regular já passou.

O que mudou, oficialmente:

Novas condições reconhecidas: TDAH, fibromialgia, diabetes e transtornos como ansiedade e TOC passam a ter previsão explícita de atendimento.

Acompanhante ou cão de apoio emocional: para ansiedade e TOC, o candidato pode solicitar a presença de um acompanhante (familiar ou profissional) ou de um cão de apoio emocional, em sala reservada e monitorada por fiscais.

Novos recursos autorizados: cães de apoio emocional, canetas de tinta colorida transparente, medicamentos, toalhas de mão e protetores auriculares não eletrônicos.

Crescimento expressivo da demanda: o número de participantes com atendimento especializado saltou de 30.856 (2022) para 89.770 (2025), alta de 191% em três anos. O tempo adicional segue como o recurso mais solicitado, com 18.173 aprovações em 2025.

Dentro desse novo cenário, a gestão escolar pode buscar apoiar famílias com: solicitações emergenciais em aberto, orientando sobre documentação comprobatória legível, com diagnóstico e identificação do profissional de saúde responsável; mapeamento de estudantes já elegíveis para o próximo ciclo; antecipar a orientação para 2027, incorporando ao calendário pedagógico um lembrete claro sobre o próximo período de solicitação regular, evitando que famílias percam o prazo por falta de informação.

A ampliação do escopo de atendimento reforça um movimento maior: cada vez mais, a rede de apoio ao redor do estudante, não só o exame em si, determina se ele consegue efetivamente participar em condições justas.